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Federico
Garcia Lorca nasceu na região de Granada, na Espanha, em 05 de junho
de 1898. Ali mesmo nos arredores de Granada viria a ser assassinado.
Quando a notícia da execução de Lorca chegou a Madri, no final de
agosto de 1936, seus amigos de imediato pensaram-na triste obra
da Guarda Civil. Devia ter sido morto por ela, pensaram. Mas não
foi. Lorca foi um caso especialíssimo, ele pensou que estaria seguro
refugiando-se em Granada. Estava enganado. Lorca seria covardemente
assassinado no dia 19 de agosto de 1936, ele mal completara 38 anos.
Assim encerrava-se carreira e vida de um dos grandes poetas espanhóis
do século XX.
"Sim, quem se atreve a escolher um nome, um único, entre tantos
silenciosos? Mas é que o nome que vou pronunciar entre vós encerra,
por detrás das suas obscuras sílabas, uma tal riqueza mortal, é
tão pesado e tão atravessado de significação que, ao proferi-lo,
se enunciam os nomes de todos os que tombaram em defesa da própria
matéria dos seus cantos, porque era o defensor sonoro do coração
de Espanha. Federico Garcia Lorca! Era popular como uma guitarra,
alegre, melancólico, profundo e claro como uma criança, como o povo.
Se se procurasse, dificilmente passo a passo por todos os recantos,
a quem sacrificar, como se sacrifica um símbolo, não se encontraria
o popular espanhol, em velocidade e profundidade, em ninguém e nada
como neste ser escolhido. Escolheram-no bem aqueles que, ao fuzilá-lo,
quiseram disparar sobre o coração da sua raça. Escolheram para esmagar
e martirizar a Espanha, esgotá-la do seu perfume mais rápido, quebrá-la
na sua respiração mais veemente, cortar o seu riso mais indestrutível.
As duas Espanhas mais inconciliáveis foram postas à prova ante esta
morte: a Espanha subterrânea e maldita, a Espanha crucificadora
e venenosa dos grandes crimes dinásticos e eclesiásticos e, perante
ela, a Espanha radiante do orgulho vital e do espírito, a Espanha
meteórica da intuição, da continuação e do descobrimento, a Espanha
de Federico Garcia Lorca." A Poesia e o teatro de Lorca têm como tema recorrente morte, pessimismo, amores impossíveis ou infelizes. Seus críticos ainda discutem a influência do homossexualismo em sua obra e até como causa obscura de seu assassinato, humildemente acho que poetas são pessoas de castas superiores, são os que transmutam sentimentos em palavras, não possuindo para tanto sexo, nacionalidade ou pátria, são apenas plenos do estado sensorial último. É isso. |