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"Aprendi a andar; desde então, deixo-me correr, aprendi a voar, desde então não preciso mais que me empurrem para mudar de e lugar. Agora sou leve, agora eu vôo... agora um deus dança em mim." Isadora Duncan Isadora desprezava o casamento, jamais se casou e teve vários amantes. Além da dança, Isadora dedicou-se também ao ensino. Fundou, com sua irmã Elisabeth em Berlim, sua primeira escola onde passou adiante seus princípios. Bastante empolgada com os ideais da revolução soviética, abriu também uma escola em Moscou em 1921.
A
vida de Isadora parecia um conto de fadas, era uma mulher livre,
fazia o que amava e dançava como queria, teve grandes paixões, dispertou
outras tantas, mas como parece a sina das grandes vidas pagou um
preço alto por isso. Teve dois filhos, um com o ator, encenador
e cenógrafo inglês, Eduard Gordon Craig e outro com o poeta soviético
Serge Essenin. No livro "Minha vida", sua biografia, ela descreve
as crianças como pequenos anjinhos de cachos loiros e o acidente
que os matou dilacerando sua vida. Acabado o almoço as crianças
iriam com a governanta para casa, Isadora ficaria no estúdio para
ensaiar, despediu-se de Deirdre e Patrick, seus filhos, diante do
carro. Ainda momentos antes de partir, Deirdre encostou seus lábios
na janela embaçada pelo frio e recebeu um beijinho de sua mãe. Despediram-se
e essa seria a última vez que os veria. Naquele mesmo dia as crianças
morreriam afogadas, quando o automóvel em que iam caiu no rio Sena,
Paris, França.
Tempos depois outra tragédia se abateria sobre ela, o poeta soviético
com quem vivia na época enforcou-se com a correia de sua mala. No
dia anterior, escreveria um poema com o próprio sangue, que terminava
assim:
Ela nutria-se da dança para sobreviver e foi assim que deu continuidade
a sua vida até o dia 14 de setembro de 1927. Quando entrou no carro
e ajeitou o xale que lhe cobria o pescoço. O motorista girou a manivela
e instalou-se no lugar do piloto. O veículo deslizou. O xale de
Isadora dançava ao vento. Alguns metros adiante, as franjas do xale
prenderam-se na roda. A cabeça de Isadora foi lançada para trás
e a nuca foi quebrada. Morreu estrangulada. Terminava assim a vida
da bailarina Isadora Duncan, a ninfa que deslizava descalça pelos
palcos do mundo.
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